A eternidade é o dia de hoje, a hora de realizar, seja o que for, é agora, não dá para prever o futuro, que pode nem chegar, por isso, viva livre de amarras, esqueça qualquer tipo de preconceito, viva o presente como presente mesmo, que chega a cada manhã, com seu nome escrito, com laço de fita e papel bonito.
E já que o tempo é curto para tantos sonhos; se for amar, ame intensamente, se for se divertir, ria até chorar, se for trabalhar, aplique-se até realizar, se for para ser pai, seja o melhor companheiro, e se for para ser mãe, seja doce e protetora, se for para ser amigo, seja irmão, se for para ajudar, estenda a mão, e se for para ser feliz, insista mais um pouco, felicidade sempre vale a pena... E já que a vida é breve, se é para deixar marcas, seja uma marca das melhores, quase invisível, e de tanto amor pela vida e pelas pessoas, seja você uma pessoa especial, seja INESQUECÍVEL!
Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento em que um 'sim' ou um 'não' pode mudar toda a nossa existência. (Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei)
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
Amigo(a) é alguém que está envolvido com os nossos ideais e serve de alavanca para que, juntos, os realizemos.
Amigo(a) não compete: soma forças e acrescenta.
Amigo(a), quando não concorda ou não aprova alguma atitude que venhamos a tomar, coloca-se de forma direta, sem rodeios. Ele não some, não fica emburrado, não faz jogo e nem nos dá a retaliação do silêncio indecifrável.
Amigo(a) é alguém que, estando acima de nós, nos ensina com bondade e estando abaixo de nós, aprende com simplicidade. Amigo é instrutor e aprendiz simultaneamente.
Amigo(a) entende de diferenças individuais e as respeita, sem contudo traças linhas divisórias intransponíveis que causam desapontamentos e bloqueiam a livre expressão da nossa maneira de ser.
Amigo(a) é alguém a quem confiamos desde uma confidência até um testamento. É alguém para quem podemos ligar ou procurar a qualquer hora, porque há horas na vida que não podem esperar mais um minuto.
Amigo(a) rejubila-se com a nossa vitória e sabe tornar a nossa derrota suportável.
Para um(a) amigo(a) podemos contar os nossos feitos sem que pareça arrogância ou ostentação e podemos narrar as nossas fraquezas e fracassos sem que pareça humilhação.
Quem tem um(a) amigo(a) assim pode dizer que encontrou um tesouro. Os demais não são amigos. São colegas eventuais sem comprometimento e estes sempre temos às dúzias.
Se você tem ao menos um(a) Amigo(a), erga as mãos para o céu pela dádiva.
Seja para ele(a) tudo o que ele(a) é para você e um pouco mais.
Aos colegas eventuais... a eventualidade.
Ao Amigo(a) verdadeiro(a), a incondicional Amizade!
( Fátima Irene )
Um dia lindo e abençoado, repleto de coisas boas , e receba um Forte e carinhoso abraço, Beijos de luz em seu ♥ Cuide-se e fique sempre...sempre bemmmm! Jim das Selvas® Com carinho esta midi http://www.skanf.com/remix/Nacional/Roberto_Carlos_-_Amigo.mid